28/09/2016

Brasil precisará adequar a produção de figo para atender normas de exportação ao mercado europeu

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) participou de um grupo de trabalho para estudar técnicas de adequação da produção de figo de mesa para exportação, atendendo as exigências fitossanitárias do mercado europeu.

A reunião foi organizada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e realizada na sede do Instituto Agronômico (IAC), onde foram avaliados os aspectos da pós-colheita de figos frescos.

De acordo com o pesquisador da Secretaria, que atua no Ital, José Maria Monteiro Sigrist, as novas normas da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa exigem figos isentos de matérias estranhas, ou seja, as frutas devem estar limpas ou sem pó, impedindo a tradicional utilização de calda bordalesa pelos produtores da região para o controle de pragas. “Um grupo de trabalho foi formado para elaborar estudos de alternativas a essa prática”, explicou o pesquisador, que participou da reunião.

“No interior de São Paulo, a cidade de Valinhos e região exportam para a Europa 30% da produção e, para que esse percentual possa ser evoluído, os produtores precisam cada vez mais buscar alternativas para cumprir as normas exigidas. Valinhos produz 3 milhões de caixas de figo, sendo que 1 milhão é exportado para o mercado europeu’, destacou o pesquisador. 

O Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou que no Brasil existem estudos e pesquisas para adequar as práticas de produção atendendo as exigências do mercado externo. “O governador Geraldo Alckmin nos orienta a apoiar o produtor rural, para que esteja preparado a adequar o sistema de produção atual e mesmo para o estabelecimento de Boas Práticas Agrícolas específicas para o figo”, disse. 

Fizeram parte dos debates André Bispo, representante do Ministério da Agricultura; Carlos Roberto Martins, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Moacir Saraiva, presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf); e Pedro Sidnei Pellegrini, Presidente da Associação Agrícola de Valinhos e Região e o Departamento de Apoio à Agricultura de Valinhos.