01/07/2016

Secretaria de Agricultura assina protocolo de intenções com Prefeitura de Campinas para compostagem de resíduos urbanos vegetais

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, assinaram, no dia 27 de junho, protocolo de intenções para realizar o tratamento de resíduos de podas de árvores e da manutenção de praças e jardins por meio da compostagem, evitando o despejo do material em aterros sanitários.

A assinatura do Projeto “Reciclar Verde” foi realizada na sede do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, durante a reunião do Agropolo Campinas - Brasil, plataforma de inovação colaborativa formada por diversas entidades do meio científico, acadêmico e poder público.

De acordo com o documento, os resíduos urbanos vegetais serão encaminhados ao Centro Experimental Central do IAC diariamente, local em que serão transformados em composto orgânico e então reutilizados para fertilizar o solo na agricultura. A segunda fase da parceria envolverá o tratamento de outros tipos de resíduos urbanos. “A iniciativa é muito importante pelo seu aspecto social, porque parte dos resíduos tratados irá beneficiar a agricultura”, disse o secretário Arnaldo Jardim.

“Com isso, iremos resolver um grande problema do município, com um custo muito baixo. Ao mesmo tempo, o Instituto fará dessa prática um grande laboratório de pesquisa”, disse o prefeito Jonas Donizette ao assinar o documento acompanhado do secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Paulella.

Agropolo Campinas-Brasil

Na mesma ocasião, os representantes do Agropolo Campinas-Brasil realizaram a segunda reunião ordinária do grupo, que foi constituído a partir da assinatura do acordo de cooperação Brasil-França (leia mais aqui), em 27 de junho de 2015, para definir as próximas ações.

A plataforma interinstitucional tem como objetivo promover a inovação por meio de projetos de cooperação técnica nas áreas de agricultura, alimentação, biodiversidade, bioenergia, química verde e desenvolvimento sustentável. Além de instituições como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Associtech Techno Park Campinas e a Câmara Municipal de Campinas, participam do grupo o IAC, o Instituto de Tecnologia dos Alimentos (Ital) e o Instituto Biológico (IB) da Secretaria, além do Agropolis International, projeto de Montpellier, na França, que inspirou a iniciativa paulista.

Para o secretário Arnaldo Jardim, a partir da formação do Agropolo, é preciso redefinir o conceito de parceria público-privada para o desenvolvimento sustentável. “A integração entre o município, o Estado e o governo federal é muito importante, é preciso buscar essa sinergia. A sustentabilidade é algo que veio para ficar na produção agropecuária, assim como o cuidado com a água e a adaptação às mudanças climáticas. Em nome do governador Geraldo Alckmin, agradeço a todos os envolvidos, pois a questão sustentável é uma prioridade do Governo do Estado”, disse.

Para o diretor-geral do IAC, Sérgio Augusto de Morais Carbonell, que é secretário do Agropolo, “imediatamente após a assinatura do acordo de cooperação Brasil-França, em 27 de junho de 2015, já se iniciou a definição das ações para promover essa integração. Até esta data, nossas instituições atuavam de forma isolada no campo da pesquisa e a ideia era formar um grupo para gerar ciência e tecnologia para o desenvolvimento regional”, pontuou Carbonell, ressaltando que uma das ações é a realização do “1º Workshop de Bioeconomia”, nos dias 28 e 29 de junho, na sede do IAC, com o debate de temas relevantes à implantação das mudanças tecnológicas.

“É muito importante o trabalho e o esforço dos maiores institutos de pesquisa e universidades e das empresas em se unirem para aplicar seus conhecimentos em soluções para o dia a dia das pessoas”, afirmou o prefeito Jonas Donizette, que é presidente do Agropolo. De acordo com ele, o grupo elaborou um projeto de “Políticas Públicas e Bioeconomia”, submetido à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), atualmente em análise, abrangendo todas as atividades nas áreas definidas para o Agropolo.

O reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, que é vice-presidente do grupo, ressaltou a importância da aproximação entre a indústria e a academia. “É a oportunidade de unir discussões e demandas, pois a atuação individual dessas instituições pode ficar limitada. É preciso promover essa integração”, afirmou.

O representante da Agropolis International, Eric Fargeas, ressaltou a experiência do projeto que incentivou a criação do Agropolo em Campinas. “O projeto demorou quase 10 anos para ser implantado, mas hoje a Agropolis já tem 30 anos, promovendo a integração de conhecimentos entre os centros de pesquisa, universidades e o setor produtivo”, disse o representante francês, acompanhado do de Gérard Chuzel, do consulado da França.

 

Por Paloma Minke