16/06/2016

Seminário do Ital discute inserção de projeto da SAA na rede global de inovações em pesquisa

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), reuniu cientistas nacionais e internacionais para debater processo de extração do óleo de girassol e utilizar a farinha na indústria de alimentos, a fim de agregar valor, gerar renda e empregos e diminuir os impactos ambientais do seu processamento no Brasil e na Europa.

O “Workshop: Farinha Protêica de Girassol HyPro na sede do Instituto em Campinas, em 30 de maio de 2016. 

A pesquisadora científica do Ital, Roseli Aparecida Ferrari explicou que a pesquisa busca tornar a farinha de girassol mais rica em proteína e, para isso, as sementes têm a casca removida antes da extração do óleo. “O processo reduz o conteúdo fibroso das sementes e aumenta a fração de proteína, permitindo o uso direto desta farinha como ingrediente alimentício de alta qualidade, rica em proteína funcional”, disse. 

“A farinha de girassol é hoje muito pouco utilizada. Com esse novo método de processamento, teremos um produto que poderá ser muito aproveitado pela indústria, além de manter o óleo, principal produto da cadeia”, complementou Roseli. 

A expectativa é que as pesquisas sejam finalizadas até 2017 e que mais workshops serão organizados para discutir esta proposta. Na Alemanha, pesquisadores do Instituto Fraunhofer estão realizando o mesmo trabalho, acrescentou a pesquisadora. 

O projeto, que é coordenado pelo Ital e pelo Instituto Fraunhofer IVV, da Alemanha, e conta com o apoio de parceiros estratégicos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso (IFMT), grandes empresas alemãs e brasileiras do setor de ingredientes e alimentos e maiores produtores de girassol nacionais. 

Além disso, este projeto foi aprovado entre 14 de 86 propostas junto às maiores potencias agrícolas mundiais como Rússia, Brasil, Canadá, Argentina e África do Sul.  Além disso, foi aprovado no âmbito do Programa Internacional de Bioeconomia e recebe suporte financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, acrescentou que o projeto deverá estimular o aumento na produção de girassol no Brasil com lucro direto para o produtor, sendo que a planta poderá ser produzida em todas as regiões do país.  “A pesquisa desenvolvida no Estado de São Paulo contribui para que o Brasil mantenha uma posição de liderança na área de desenvolvimento agrícola. Essa é uma determinação do Governador Geraldo Alckmin”, disse.