07/10/2015

Pesquisas para o plantio da castanha japonesa são realizadas pelo Ital

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Tecnologia dos Alimentos vem realizando uma série de pesquisas que buscam estabelecer metodologias e inovações na manutenção da qualidade do fruto da castanha japonesa (tipo portuguesa) bem como analisar técnicas para seu processamento e difusão entre consumidores. 

O projeto foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e contou com a colaboração da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).  

As castanhas japonesas (tipo portuguesa) são frutos tipicamente sazonais que mantém sua qualidade comercial ótima, turgescência e sanidade por um curto período de tempo. Uma das principais seu alto teor de umidade. Essa característica, aliada à sua constituição química, torna o emboloramento dificuldades na sua comercialização é a sua elevada perecibilidade decorrente do ou podridão fúngica um dos mais sérios problemas pós-colheita desse produto.

“Diferentemente das espécies europeias, asiáticas e americanas, cuja colheita ocorre no inverno, a safra das castanhas “brasileiras” ocorre durante um período em que prevalece clima quente e úmido. Os ouriços são coletados diretamente do solo, favorecendo a contaminação fúngica e, como os produtores não dispõem de tecnologia para descontaminação e conservação dos frutos, as castanhas deterioram cinco dias após a colheita. Por esse motivo, após anos de investimento, alguns agricultores estão desistindo dessa cultura e planejam cortar as árvores”, explicou a pesquisadora científica da Secretaria, que atua no Ital, Maria Fernanda Pontes Penteado Moretzsohn de Castro. 

O secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, destacou que as pesquisas realizadas pelos institutos de pesquisa da Pasta agregam valor a agricultura paulista e ao país e estão em consonância com a determinação do governador Geraldo Alckmin em garantir a qualidade dos alimentos e produtos os quais são indispensáveis para garantir a qualidade de vida da sociedade. 

O diretor do Ital, Luis Madi, afirmou que o trabalho do Instituto é essencial para o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo e que parcerias como a que foi firmada com a Fapesp e com a Unicamp, que contribuíram para a transferência do conhecimento. 

No Estado de São Paulo a cultura da castanheira teve marco pioneiro com os estudos realizados a mais de vinte anos pelo então diretor do Núcleo de Produção de Mudas de São Bento do Sapucaí, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o Engenheiro Agrônomo Takanoli Tokunaga, que plantou as primeiras mudas de castanheira na região e realizou ensaios sobre compatibilidade de copa e porta-enxertos e o cruzamento entre variedades, trabalho este que é mantido até hoje na unidade.

O alimento é valorizado, sob o ponto de vista nutritivo, pois seus frutos não possuem glúten e apresentam amido resistente, que tem propriedade de fibra alimentar. 

No Brasil, as castanheiras Castanea crenata (Sieb. et Zucc.) foram introduzidas por imigrantes japoneses, no início de 1970. Desde então, 13 variedades estão sendo cultivadas comercialmente em 20 cidades do Estado de São Paulo e do sul de Minas. Este alimento é extremamente valorizado, sob o ponto de vista nutritivo, pois seus frutos não possuem glúten e apresentam amido resistente, que tem propriedade de fibra alimentar.