03/10/2011

ITAL na Mídia: Demanda por alimentação saudável pressiona investimento em tecnologia e segurança na indústria

A tendência de consumo de alimentos no Brasil mostra um consumidor interessado em produtos acima de tudo saborosos e saudáveis, que sejam práticos de fazer, confiáveis e sustentáveis. Gradativamente, as próximas gerações tenderão a evitar aquilo que não atenda a estes cinco pressupostos básicos e vão modificar hábitos estabelecidos. É uma mudança de comportamento sem volta, que cresce à medida que o consumidor-cidadão se torna mais consciente seu papel diante da crescente oferta de produtos alimentares nas prateleiras dos supermercados e nas bancas dos sacolões. O mapeamento dessa tendência foi realizado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) de São Paulo no relatório Brasil Food Trends 2020 e detalha, entre as diversas mudanças que devem ocorrer nos próximos anos, o aumento de uma visão ética sobre a forma como os alimentos são produzidos e ainda prevê com dados percentuais que o brasileiro vai comprar menos alimentos com produtos químicos. #foto01# Enquanto hoje a preocupação com o consumo de agrotóxicos no país está em 19% (entre os fatores considerados na decisão de compra de alimentos industrializados), esse percentual vai passar para 29%. A preocupação com os conservantes também deve aumentar de 23% para 33%. Tais números definem o crescimento de uma exigência com o que de fato está sendo ingerido. Atitude com reflexo em ações cotidianas - como ir à feira ou provar um novo iogurte - que são capazes de gerar um prejuízo monstruoso em toda a cadeia produtiva de alimentos. #foto02# Para acompanhar essa atitude mais consciente e atender às normas impostas pelas barreiras técnicas do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - entre outros órgãos -, essa cadeia investe para não perder vendas e não ser punida por práticas negativas. Exemplo disso é o investimento da indústria agroquímica no sentido de incrementar tecnologias e processos de produção capazes de diminuir resíduos e identificar princípios ativos maléficos ao organismo. Para chegar aos nocivos e temidos agrotóxicos (ou defensivos agrícolas), por exemplo, largamente utilizados no cultivo dos verduras e frutas vendidos hoje, há uma moderna estrutura de laboratórios que desenvolvem formas de tornar o produto mais efetivo no controle de pragas e menos agressivo tanto para agricultores quanto para o consumidor. Na Ihara, fabricante de capital japonês localizada em Sorocaba, fórmulas vigiadas a sete chaves dão origem a sementes tratadas e cultivadas com a ação de químicos, embalagens solúveis em água que diluem sem o contato com o produto, estufas climatizadas com pragas de variados tipos e até uma máquina simuladora de chuva. Com um repertório de produtos que inclui fungicidas, herbicidas, inseticidas e nutrientes, a empresa tenta tornar o negócio mais sustentável para que as novas moléculas de produtos químicos entregues ao mercado gerem lucro da indústria à mesa do consumidor. Texto: Elaine Pereira O Estado de Minas Link: http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2011/09/30/interna_tecnologia,253510/demanda-por-alimentacao-saudavel-pressiona-investimento-em-tecnologia-e-seguranca-na-industria.shtml